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O papel das tecnologias na nova economia de baixo carbono


Ana Carolina Addario, Cristina Tavelin e Juliana Lopes, da Revista Idéia Social

Nas últimas décadas, vivenciamos uma revolução silenciosa, movida a bits e fibras ópticas. O avanço da tecnologia da informação superou apostas de futurólogos e ficcionistas. Novidades como realidade aumentada, telepresença, telefonia móvel, eletrodomésticos e equipamentos inteligentes pouco a pouco foram sendo incorporadas ao nosso cotidiano, influenciando novos comportamentos. Mas a grande mudança ainda está por vir e diz respeito a modelos de produção e estilos de vida mais sustentáveis. Nesse quesito, a tecnologia está na sua versão 1.0. Aos poucos os potenciais em campos como gestão eficiente de recursos, logística e desmaterialização deixam de ser desenvolvidos apenas em caráter experimental para ganhar o portfólio das empresas.

O setor de tecnologia e computação é visto como um dos mais sensíveis às questões socioambientais pelos consumidores. A série de pesquisas do Monitor de Sustentabilidade (saiba mais no dossiê sobre consumo responsável, na edição 17), realizada pela Market Analysis, constata essa percepção. Os resultados agregados para os 14 países, incluindo o Brasil, onde o Monitor acompanha as tendências desde 2001, apontam esse segmento como o de maior capital reputacional em matéria de sustentabilidade. Mesmo enfrentando menos prestígio socioambiental do que detinha no início da década, a indústria de TI e computação consegue manter uma folgada liderança em comparação com os outros setores.

“Em grande medida, essa vantagem decorre da convicção sobre seu baixo impacto ambiental, mas também de uma percepção criada de que esse setor observa uma ética de investimento no funcionário, contribui para a redução de despesas e está alinhado com uma das frentes nas quais se concentram as maiores expectativas de engajamento empresarial: a educação e a inclusão na modernidade”, explica Fabián Echegaray, diretor geral da Market Analysis.

Por outro lado o jogo não pode ser considerado ganho. “Na medida em que não apresentar respostas convincentes para questionamentos sobre a responsabilização pela coleta e reciclagem dos equipamentos, sua imagem de polidez ambiental poderá sofrer abalos”, adverte Echegaray.

As empresas de tecnologia começaram a considerar questões socioambientais tratando de seus processos internos, como redução do consumo de energia em data centers, e acabaram desenvolvendo soluções inovadoras para o mercado. “A TI ajuda a criar dados, armazenar e entender de forma inteligente essas informações. Se o pensamento estratégico por trás disso contemplar a sustentabilidade, obviamente esse instrumental permite avançar bastante em termos socioambientais”, afirma Vania Ferro, especialista em TI e principal executiva da 3Com no Brasil entre 1993 e 2001, comandando a chegada da empresa no País.
A capacidade da área de TI de tornar a informação mais acessível e ágil tem proporcionado grandes progressos econômicos e sociais. O relatório The Global Information Technology Report (2008-2009) destaca esse papel. “A tecnologia da informação e comunicação está constantemente revolucionando os processos produtivos, os acessos aos mercados e interações sociais. Ela também tem um impacto na eficiência dos governos, promovendo a transparência, melhores serviços e a comunicação para os cidadãos”, destaca o documento.

O desafio agora é trabalhar o triple bottom line, trazendo a sustentabilidade para o centro da estratégia, em busca de soluções que aliem benefícios econômicos, ambientais e sociais. “Primeiro, deve-se pensar em termos ambientais, em economia de espaço e de energia. Mas o uso de TI deve ser considerado também do ponto de vista de indicadores sociais, promovendo a inclusão por meio da democratização da tecnologia. Deve-se pensar a cadeia de valor de produção de modo a promover o desenvolvimento social”, destaca Vania.

Esse desafio passa pela revisão do próprio modelo de negócio, cuja premissa é a substituição no curto prazo. O formato de inovação baseado prioritariamente no produto e na introdução contínua de novidades no mercado vai radicalmente contra os princípios de sustentabilidade. Tereza Cristina Carvalho, diretora do Centro de Computação Eletrônica (CCE-USP), alerta que o consumo tem aumentado além da necessidade a partir do advento da internet. “As pessoas, há algum tempo, trocavam o celular a cada um ano e meio; hoje trocam de sete a oito meses porque surge um modelo com novos recursos. O próprio mercado cria essa noção de necessidade que leva as pessoas a consumirem mais do que o necessário. A dificuldade em reutilizar produtos é um problema. Algo pouco comentado é que a tecnologia tem um impacto social, vira um vício”, destaca.

Ainda que enfrente resistências, ao menos no que diz respeito à ruptura com o modo tradicional de fazer negócios, a sustentabilidade apresenta uma lógica bastante pragmática para a área de TI, como exemplifica Michael Wallace. Co-autor com Lawrence Webber do livro Green Tech: How to Plan and Implement Sustainable IT Solutions (Tecnologia verde: como planejar e implementar soluções de TI sustentáveis, ainda sem tradução para o português), Wallace lembra que as tecnologias verdes proporcionam economia de recursos se todo o ciclo de vida for observado. “Por exemplo, uma fonte de alimentação de um computador desktop com a certificação 80 Plus proporciona economia de US$ 30 por ano em redução no consumo de energia quando comparada à de um desktop padrão. Além disso, um computador desenvolvido com base na fácil separação e disposição de materiais é mais barato de descartar do que aqueles fabricados com alto nível de materiais tóxicos”, exemplifica Wallace.

Se utilizada de forma consciente, a tecnologia da informação desempenha um importante papel como ferramenta para tomada de decisão responsável. “Ao proporcionar informação de melhor qualidade e em tempo real, a TI permite que os indivíduos façam melhores escolhas em relação, por exemplo, ao consumo de energia”, afirma Wallace.

De acordo com a Global e-Sustainability Initiative (GeSI), o maior auxílio da tecnologia da comunicação e informação será possibilitar a eficiência energética em outros setores, proporcionando uma economia de carbono cinco vezes maior que o total de emissões de todo o setor em 2020 – hoje o segmento representa 2% das emissões globais.

O estudo Carbon Conections – quantifying mobile’s role in tackling climate change (Conexões de carbono – quantificando o papel dos móveis para combater as mudanças climáticas) dá uma ideia desse potencial. O relatório, produzido em parceria pela Accenture e Vodafone, destaca 13 oportunidades em cinco áreas-chave: desmaterialização; smart grid a partir do suporte à geração e venda de energia localmente; logística; gestão e planejamento de cidades e produção inteligente.

Na edição 19, a equipe de Ideia Socioambiental fez um levantamento com 10 empresas de tecnologia da informação e comunicação a fim de analisar como esse setor têm respondido aos desafios apresentados na transição para nova economia de baixo carbono.

Confira a seguir os esforços e investimentos destinados por cada uma dessas companhias a adaptação de modelos de negócios, processos produtivos e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

Leia a matéria na íntegra e confira também a opinião de especialistas e apontamentos dos principais estudos sobre TI verde.

(Envolverde/Revista Idéia Socioambiental)

fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/o-papel-das-tecnologias-na-nova-economia-de-baixo-carbono/

Soluções de virtualização com padrão USB


A NComputing fornecedora de produtos para virtualização de desktops, anuncia o lançamento da solução U170 para virtualização de PCs, utilizando o padrão USB. Um conceito novo e moderno de “Desktops Virtuais”, que virtualiza desktops e notebooks por meio da interface USB padrão e reduz custos de aquisição. Uma solução plug and play, de fácil instalação e configuração, permitindo que vários usuários se conectem a desktops/notebooks virtuais, todos utilizando os recursos de apenas uma CPU.

A solução contempla um terminal de acesso por onde é possível conectar o teclado, mouse, monitor e dispositivo de áudio e um software de virtualização vSpace, desenvolvido pela própria NComputing e baseado em mais de 10 anos de experiência de desenvolvimento, que aproveita a potencialidade ociosa de um Desktop padrão. Dagoberto Freitas, diretor comercial e responsável pela operação da NComputing no Brasil, explica que a solução da NComputing, o U170,  vem reforçar a linha de soluções da empresa com o objetivo de reduzir os custos de administração, manutenção e centralizar o trabalho dos gerentes de TI, além de aproveitar melhor os recursos de máquina com uma iniciativa em TI verde, uma vez que, se reduz drasticamente custos com energia, troca de equipamentos por obsolescência e melhor dimensionamento de no-break e ar condicionado.

fonte:http://www.docmanagement.com.br/portal/noticia.asp?cod=3351

Postura corporativa atrasa os projetos de TI Verde


Em debate no CIO Global Summit 2010, líderes da área de tecnologia apontaram que o alto custo dos equipamentos sustentáveis representa uma barreira para os projetos

A falta de diretrizes corporativas ainda representa o grande impeditivo para os projetos de TI verde. Esta foi uma das conclusões da mesa redonda realizada durante o  CIO Global Summit 2010 – evento promovido de 11 a 15 de maio em Arraial D´Ajuda (BA) – e da qual participaram quatro CIOs: André Brasil, da indústria de autopeças Affinia, Oswaldo Poletto, da fabricante de eletrodomésticos Arno, Jedey Miranda, da Europ Assistance Brasil e Marcelo Tort, da CIO da Mondial Assistance Brasil.

Para Brasil, muitas empresas estão jogando para a TI a responsabilidade pelas decisões ligadas à sustentabilidade. “Mas isso precisa ser uma decisão corporativa”, afirmou o CIO da Affinia. “A TI faz parte de um processo”, acrescentou. Na mesma linha, Poletto reforçou que as próprias empresas não estão dispostas a pagar mais caro por um produto ecologociamente correto e enfatizou:

“Afinal, as empresas precisam ter lucro”.

Uma das alternativas para que a TI adote uma postura sustentável está em buscar o apoio dos fornecedores para que eles ofereçam soluções sustentáveis, mas a preços adequados, enfatizou Miranda. “Também deveríamos pensar em como os prestadores de serviço poderiam colaborar com essa questão”, pontuou o CIO da Europ.

Já Tort considerou que a TI verde ainda é mais uma teoria, do que uma prática adotada pelas organizações. Ainda de acordo com ele, uma série de iniciativas podem ser implementadas em curto prazo pela área de tecnologia – como consolidar data centers, buscar a otimização da impressão, entre outros. “Mais isso exige investimentos”, citou o CIO, ao lembrar que a mudança ainda levará algum tempo para ser sentida nas organizações.

“Se analisarmos os dias de hoje, já existem muitos projetos considerados verdes em andamento, bem diferente do que acontecia há alguns anos”, apontou Miranda. Ainda de acordo com ele, isso sinaliza que as empresas começaram a acordar para a importância do tema.

fonte:http://cio.uol.com.br/gestao/2010/05/14/postura-corporativa-atrasa-os-projetos-de-ti-verde/

C3 Tech lança filtros de linha que contribuem com a sustentabilidade


Os três modelos lançados já estão em comercialização por meio dos 23 distribuidores da marca, espalhados pelo Brasil
De olho na sustentabilidade ambiental, a Coletek, uma das maiores indústrias de periféricos do Brasil, anuncia novos filtros de linha da marca C3 Tech, que chegam a partir de uma preocupação da empresa com a sustentabilidade ambiental, além dos custos competitivos.
Os modelos utilizam disjuntores ao invés de fusíveis, o que acompanha a tendência tecnológica do cuidado com o meio ambiente. Uma das grandes novidades é que um dos itens da linha traz chaves individuais para cada tomada, permitindo que os aparelhos conectados a elas possam ser desligados individualmente.
A expectativa é chegar à produção de duas mil peças por mês e abastecer um público que busca, além de preços acessíveis, produtos de companhias que percebem a importância da TI Verde para o país.
Seguem as descrições dos produtos:
Filtro de Linha PRO Line 6 – O Filtro, com 6 tomadas de saída tripolares, tem chave interruptora e proteção por disjuntor, que também resguarda contra curto ou sobrecarga.
O produto, ideal para computadores, TVs, impressoras, aparelhos de som, monitores, entre outros itens eletrônicos, é leve (270g) e possui 2 pontos de fixação para parede.
A segurança também fica por conta do cabo de força (120 cm), com fios de cobre revestidos de PVC, conforme especificações da norma NBR 13249/2000.
O sistema eletrônico é desenvolvido para operação em 127V AC, suporta corrente de até 10A e potência máxima de 1000 Watts.
Filtro de Linha PRO Line 6i – A grande vantagem deste lançamento C3 Tech é a presença de chaves interruptoras independentes para as 6 tomadas de saída, também tripolares.
A proteção contra curto ou sobrecarga é feita através de disjuntores, ao invés de fusíveis
O filtro de linha também possui 2 pontos de fixação para parede, ideal para instalações de aparelhos de som e TVs, além de monitores, computadores e impressoras.

O cabo de força, de 120 cm, é feito com fios de cobre revestidos de PVC, de acordo com as especificações da norma NBR 13249/2000.

O sistema eletrônico é desenvolvido para operação em 127V AC. Suporta corrente máxima de 10A e potência de até 1000 Watts.

Filtro de linha PRO Line 8 – Com 8 tomadas e chave interruptora, o produto se destaca pela otimização do espaço. O filtro também pode ser fixado na parede, o que facilita a instalação para uso com TVs, aparelhos de som, monitores, computadores e acessórios

Para reforçar a segurança e atender às especificações da NBR 13249/2000, o cabo de força, de 120 cm, é feito com fios de cobre revestidos de PVC.

A proteção contra curto-circuito ou sobrecarga também é feita através de disjuntor.

Com sistema eletrônico desenvolvido para operação em 127V AC, o filtro suporta corrente máxima de 15A e potência de até 1900 Watts.

Todos os modelos têm garantia de um ano.

Para mais informações, acesse: www.c3technology.com.br

fonte: http://www.linhadecodigo.com/Noticia.aspx?id=1566

TI Verde não pode ser hipócrita


Na opinião de Roberto Diniz, executivo de otimização de TI da IBM, este é um assunto que exige máxima atenção, uma vez que lida com recursos cada vez mais escassos do planeta.

“Se ignorarmos, morreremos abraçados”, sentenciou Diniz nesta quinta-feira, 21, durante a palestra Infraestrututa Dinâmica, no Circuito IBM Porto Alegre.

Apresentando soluções de otimização de TI, como virtualização e gestão dos níveis de serviços, o executivo – que está na IBM há 26 anos – mostrou como a tão falada TI Verde pode contribuir para a redução de custos e riscos, proporcionando maior eficiência energética e melhorias operacionais.

E a empresa tem conhecimento de causa, já que implementou a solução de energia e refrigeração de data center para o maior supercomputador da Espanha e oitavo maior da Europa, o MareNostrum, alocado na Universidade de Barcelona.

Com a missão de suportar de duas a três gerações de upgrade tecnológico e instalar 2.560 blades (que processam até 94.21 teraflops) dentro dos limites da arquitetura de uma igreja gótica do século 18, o case tornou-se, segundo Diniz, estado da arte para equipamentros de alta densidade.

Não significa, no entanto, que apenas projetos milionários devam se preocupar com eficiência energética. Para tornar-se verde, o primeiro passo é diagnosticar seu datacenter, independente do porte da empresa, declara o executivo.

Seis problemas geralmente ignorados podem fazer uma enorme diferença, na opinião de Diniz: corredores quentes e frios desalinhados às fileiras de racks; ar-condicionado e nobreaks velhos; concentração irregular de equipamentos, cabos que bloqueiam a passagem de ar, buracos no piso do data center e exaustão deficiente.

“Melhorias em aspectos como estes garantem, mais do que sustentabilidade, economia para a própria empresa em decorrência da redução  do consumo de energia ”, completa. (Fonte: Baguete)

Eco4planet, O Buscador Ecológico


Você usa o Google como busca padrão? Então, por que não trocar seu bookmark para o Eco4Planet? Este é um site que lança mão do mesmo mecanismo de buscas do Google, só que, a cada 50 mil pesquisas realizadas, uma árvore é plantada no Brasil.

É como se fosse o próprio Google, só que com um outro visual e com a vantagem do plantio das árvores. O site é todo preto, e isso gera uma economia de até 20% de energia se comparado a uma tela branca. Só para você ter idéia: se o mundo inteiro utilizasse esse buscador com a tela preta, seriam economizados cerca de 7 milhões de kilowats-hora em um ano, ou o mesmo que 58 milhões de computadores desligados por 1 hora.

Você pode, ainda, baixar wallpapers ecológicos e ler o blog do projeto, que traz, todos os dias, vários posts referentes ao meio-ambiente. Se você gostou da dica, defina já o Eco4Planet como página inicial de suas buscas e ajude o meio ambiente. Você pode, também, colocar banners do Eco4Planet em seu próprio site, ajudando a espalhar, ainda mais, a notícia por aí. O planeta agradece!

Link do Site: eco4planet

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